sexta-feira, 29 de abril de 2016

Argumentos pífios e teatro de baixo nível marcaram a defesa do impeachment no Senado

Por Ivan Valente

A diferença de qualidade entre os acusadores do impeachment de Dilma, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, e a defesa do governo do Governo é gritante. Independente dos erros políticos graves de condução política, que o PSOL critica no Governo Dilma, a questão é: a oposição de direita não consegue apontar crime de responsabilidade em pedaladas fiscais.
Arrumaram um álibi, um pretexto para afastar a presidente e criar um atalho para o poder. Um golpe institucional.
Mas o que mais chamou a atenção foi o espetáculo patético patrocinado pela advogada Janaína Paschoal. Foi constrangedor mesmo para os mais empedernidos defensores do impeachment vê-la tratar de vários temas: bolivarianismo, negócios de empreiteiras em Angola, órfãos do FIES, seu cabelo, sua negação enfática de não ser tucana, seus honorários advocatícios, etc.
Argumentos sobre as pedaladas fiscais foram ridículos e demonstram a fragilidade da peça de denúncia.

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