quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Vacinação de pólio e sarampo prorrogada até 31/12

Vacinação de pólio e sarampo prorrogada até 31/12

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) prorroga até o dia 31 de dezembro a campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo. Até o momento, foram vacinadas 577.752 crianças entre 6 meses e menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) contra a pólio (92,36% de um total de 625.552) e 195.270 meninos e meninas entre 1 ano a menos de 5 anos contra o sarampo (89,38% de 220.757). A meta é vacinar, no mínimo, 95% do público alvo. Todos os postos de saúde estão abastecidos para fazer o atendimento dos pequenos pernambucanos.

No caso da imunização de sarampo, não é indicado vacinar crianças que estejam com infecções agudas e febre a partir de 38º. Meninas e meninos com alergia a leite de vaca também não devem tomar a trípice viral (sarampo, rubéola e caxumba).

HISTÓRICO DA POLIO – A poliomielite não é registrada no Brasil há 25 anos. O último caso foi no município de Souza, na Paraíba, em 1989. Em Pernambuco, foi em 1988. Desde 1994, o Brasil recebeu o Certificado Internacional de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovirus Selvagem.

No mundo, entre 2013 e 2014, a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou casos em dez países, como Camarões, Iraque, Nigéria e Paquistão, os dois últimos considerados endêmicos. Só em 2014 foram 149 casos da doença no mundo, sendo 117 no Paquistão.

HISTÓRICO DE SARAMPO – Em 2013, Pernambuco confirmou 202 casos de sarampo. Após uma intensa mobilização entre Estado e municípios, para vacinação das crianças, o número reduziu para 24 em 2014, com casos confirmados apenas no primeiro trimestre do ano. Antes disso, o último caso autóctone da doença tinha sido em 1999.

A doença: O sarampo é uma doença infecciosa aguda, causada por vírus, cuja transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, como gotículas expelidas ao tossir, falar ou respirar. O período de incubação é, geralmente, de 10 dias, desde a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema (erupção cutânea).

Sintomas: Caracteriza-se por febre alta, acima de 38,5°C, exantema generalizado, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). A gravidade da doença varia segundo as condições socioeconômicas, apresentando evolução severa em populações carentes, desnutridos, pacientes vivendo em moradias superpopulosas, imunodeprimidos ou com tratamento de imunossupressão. As complicações mais comuns são pneumonia, otite, doenças diarreicas e neurológicas. Acomete principalmente crianças, com até cinco anos de vida.

Fonte: Secretaria de Saúde de Pernambuco

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