sexta-feira, 10 de outubro de 2014

E A “LAVAGEM” NÃO ACONTECEU

POR WELLINGTON FREITAS


O sábio sempre advertiu a todos os seus discípulos de que não se subestima seus inimigos (adversários), temos que respeitar nossos adversários todo tempo para que não sejamos pegos de surpresa. E parece que a inflada e inflacionada equipe da situação em Saloá esqueceu deste mandamento básico.

Em um dos seus últimos atos políticos na cidade, nestas eleições, o prefeito, Ricardo Alves (PMDB), parece que não levou muito a sério os ensinamentos do sábio e menosprezou a oposição da nossa terra quando disse que “nós vamos dar uma lavagem”, em referência a diferença de votos entre sua equipe e os opositores, que seria uma das maiores da história. Resultado. Perderam para governador e a diferença de votos nos deputados não foi lá o que se vendeu por ai a fora.

Levando em conta o tamanho do grupo, com seis vereadores eleitos, ex-vereadores, suplentes e uma legião de cabos eleitorais, formados principalmente por dissidentes da oposição, o resultado não foi dos mais satisfatórios.

Em 2004, Zé do Leite e Gilvan derrotaram o candidato do governo que era Ricardo, por uma diferença de 595 votos. Dois anos depois em 2006 Zé do Leite e Gilvan conseguiram vencer as eleições para deputados com uma diferença de 2.197 votos no federal (Armando VS Zé Mendonça) e 1.811 votos no estadual (Izaías VS Marcantonio). Houve uma diferença positiva em relação a 2004.

Em 2008 foi a vez de Gilvan e Ricardo derrotarem Socorro do Leite e Zé Roberto Godoy, com uma diferença de 888 votos. Em 2010 os candidatos a deputados de Gilvan e Ricardo venceram com uma diferença de 1.187 votos no federal (Eduardo da Fonte VS Inocêncio Oliveira) e 1.139 votos no estadual (Aglaílson VS Marcantonio). Também houve acréscimo na diferença de votos em relação à 2008.
   
Em relação as eleições acima citadas sempre houve um acréscimo na diferença de votos tanto quando Zé do Leite era prefeito, como também, quando Gilvan era prefeito. Outro fato é que os governadores dos prefeitos citados sempre foram majoritários em Saloá em seus mandatos.

Em 2012, Ricardo e Zé Antonio do Leite derrotaram Danilo Pereira e Paulo Gama com uma diferença de 1.099 votos. Agora em 2014 ao contrário de outras eleições a diferença caiu e, além disso o grupo liderado pelo prefeito perdeu para governador com uma diferença de 618 votos. Venceram nos deputados estadual e federal por 1.011 votos e 934 votos de diferença respectivamente.

Talvez a grande questão aqui seja, que a base governista cantava em alto e bom som que a diferença de votos nos deputados seria de no mínimo 2 mil votos (o que não se concretizou) e talvez tenha frustrado a equipe, que esperava mais, muito mais. Esqueceram de avisar que também temos bases políticas e também temos um ex-prefeito que muito trabalhou por nosso povo, e quanto as adesões tão badaladas e anunciadas ao longo da campanha pelo grupo café com leite, parece que surtiu efeito contrário.

QUEM SOBE E QUEM DESCE – A oposição de Saloá sem sombra de dúvidas sai fortalecida. Mesmo que, com um número pequeno de pessoas conseguiu uma boa votação, e firma-se de vez como a 2ª maior potência de votos. De quebra estragou a festa da situação, que mesmo fazendo o Governador no estado, não esboçou a mínima alegria. Houve até carreata para comemorar a vitória de Armando.

Zé do Leite, Zé Antonio do Leite e família também conseguiram um ótimo resultado. Se nessas eleições eram poucos lembrados e até deixados de lado pela situação, hoje são tratados a peso de ouro dentro do grupo pois pelo que mostrou essas eleições se caírem fora da aliança café com leite, a coisa tende a ruir pelas bandas do prefeito.

Sem sombras de dúvidas a maior potência eleitoral da nossa terra é o prefeito Ricardo Alves, que com uma imensa estrutura municipal, tende a ter um apoio ainda maior do governo estadual.


E a situação? Bom, a situação cada um tire suas conclusões. Agora que ficou um gosto de derrota na boca dos mesmos, isso ficou.

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