sábado, 14 de junho de 2014

Lula: “Se depender de um pedido de voto meu, Armando será eleito”

Crédito das fotos: Léo Caldas/divulgação

Recife - Em um discurso entusiasmado e repleto de frases que inflamaram a militância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez questão de salientar que o senador Armando Monteiro (PTB) é o seu candidato ao governo de Pernambuco nas eleições de outubro. E Lula foi além: “Não voto aqui, mas se depender de um pedido de voto meu, você será eleito governador, Armando”. As declarações do ex-presidente foram feitas na noite desta sexta-feira (13), diante de cerca de 3 mil pessoas, na plenária do Partido dos Trabalhadores (PT), na Blue Angel, no bairro da Madalena, no Recife, na presença da presidente Dilma Rousseff, Armando e o deputado federal João Paulo (PT), pré-candidato ao Senado. 
 
O ex-presidente lembrou o apoio incondicional dado por Armando Monteiro ao seu governo, quando o senador era deputado federal e presidia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Todo o tempo que fui presidente, esse homem nunca deixou de ser um brasileiro comprometido com os interesses do povo. E nunca faltou o apoio de Armando quando ele era presidente da CNI”, acrescentou.
 
Lula também enfatizou as políticas públicas que o seu governo e do de Dilma implantou em Pernambuco, citando obras estruturadoras e programas realizados no Estado desde 2003, além de reforçar os avanços do Nordeste nos últimos 11 anos. “Era chique formar doutor. Tão chique que só São Paulo formava. Hoje, não: o Nordeste não é mais a latrina do Brasil. Nós somos pobres, mas queremos e vamos progredir.”
 
A presidente Dilma Rousseff afirmou que nos últimos 11 anos, o governo federal trabalhou para que fosse implantada uma "revolução" no Nordeste, em especial em Pernambuco, no sentido de superar o atraso acumulado nessa região do Brasil. "Essa região, que tinha parcela importante do povo, que tinha contribuído com grandes nomes para todas as áreas de atividades, era renegada. Hoje, nós temos certeza de que ela não é mais uma região renegada. Fizemos muito, mas temos muito o que fazer", esclareceu a presidente, citando obras como a Transposição do Rio São Francisco, a construção da adutora do Agreste, a implantação de estaleiros navais e a vinda de fábrica da Fiat ao Estado, entre outras iniciativas.
 
"Armando, como futuro governador, já fez alguns pedidos. Além desses, temos muitos outros projetos que certamente vamos dar continuidade e implantar", assegurou a presidente. Dilma também lembrou o apoio de Armando Monteiro durante a gestão à frente da CNI. A presidente cravou que a liderança do pré-candidato a governador foi fundamental para a implantação de programas como o Pronatec, que oferta cursos de qualidade para jovens, gratuitamente. "Armando Monteiro, como presidente da CNI, participou desse movimento todo para construir parcerias com os institutos federais e com o Sistema S", reforçou.
 
ENGAJAMENTO - Em seu discurso, Armando Monteiro ressaltou que a aliança encabeçada pelo PTB e demais partidos traduz o engajamento dos aliados nesta coalizão. "E se faz, em especial, devido à presença do PT nessa luta", celebrou. O senador citou, em seu discurso, que ao longo dos últimos dois meses foram realizadas 14 plenárias do projeto Pernambuco 14, em todas as microrregiões do Estado. Armando argumentou que as reuniões ajudaram a identificar os problemas e inquietações da população pernambucana e que o resultado vai balizar a construção do futuro programa de governo.
 
"Pernambuco avançou muito nos últimos anos, mas isso se deve à parceria com o governo federal, desde 2003, que nunca discriminou o Estado. O governo federal fez parceria com todos os governos, com os adversários, mas fez a materialização do compromisso que tinha com Pernambuco. Lula sempre dizia que Pernambuco tem que se reconciliar com vocação de liderança nacional. Pernambuco reacendeu a esperança e, em seu governo, presidente Lula, viabilizamos projetos que representam aspirações de décadas para o Estado", defendeu Armando.
 
O senador salientou ainda que a aliança construída em torno de seu futuro palanque não é artificial. "Não estamos aqui num ajuntamento ocasional. Estamos juntos na mesma estrada desde 2002. Estivemos juntos na sua eleição, presidente Lula, na sua reeleição e na eleição da presidente Dilma, em 2010. Nós continuamos no mesmo caminho, nós não trocamos de caminho", bradou o petebista.
 
Pré-candidato ao Senado, João Paulo frisou a atitude democrática de Armando Monteiro na montagem da aliança. "Armando teve uma postura de mais alto nível com o PT, que soube respeitar o nosso partido. Nós sabemos que a nossa tarefa maior é reeleger Dilma presidente, mas nossa militância vai estar presente nas ruas para também eleger Armando como nosso governador e também me conduzir ao Senado", afirmou o petista.

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