quarta-feira, 26 de junho de 2013

BRASIL EM CAMPO HOJE


Quando Brasil e Uruguai entrarem em campo hoje, às 16h, no Mineirão, estará em jogo mais que uma vaga na final da Copa das Confederações. Será uma partida que envolve, particularmente, a eterna rivalidade sul-americana, que já existe há quase um século. Também estará em jogo a evolução do trabalho do técnico Luiz Felipe Scolari no comando da Seleção Brasileira. Em caso de empate no tempo normal, haverá prorrogação e, persistindo a igualdade, o classificado será conhecido na cobrança de pênaltis.

Felipão assumiu o cargo em novembro do ano passado, substituindo Mano Menezes. A Copa das Confederações é seu único teste antes da Copa de 2014. Até agora, a Seleção surpreendeu positivamente, com três vitórias na primeira fase. O próprio treinador reconhece que já houve uma evolução em seu trabalho.

“Acredito que avançamos alguns bons passos. Temos uma equipe quase formada, uma tática de jogo definida”, comentou Luiz Felipe. “Estamos um pouco melhores do que quando começamos em fevereiro. Tivemos chance de trabalhar de 15 a 20 dias, fazer jogos decisivos e isso faz com que o grupo vá crescendo, acreditando e melhorando. Mas ainda falta um caminho bem longo para dizer que estamos entre as quatro ou cinco melhores seleções”.

O técnico brasileiro revela que seu principal trabalho tem sido armar taticamente a equipe: “Se tivermos bom posicionamento, uma parte tática equilibrado, soubermos defender, pela qualidade que temos, sempre vamos fazer muitos gols”, observou Felipão. “Aprendendo isso, vamos melhorar muito.”

Para Luiz Felipe, a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, não terá qualquer influencia na partida de hoje. “Eu não era nascido em 50”, brincou o treinador, que nasceu em 1948. “Aconteceu aquela derrota. Num jogo de futebol, alguém tem de vencer. Naquela oportunidade, o Uruguai foi melhor. Nada que influencie nesse jogo.”

Felipão destaca as qualidades do adversário, principalmente depois que derrotou a Venezuela, fora de casa, na última rodada das Eliminatórias para a Copa'2014. “Antes de chegar para a Copa das Confederações, o Uruguai teve um jogo decisivo na Venezuela. Foi lá e venceu. Com isso, passou a ter mais confiança e faz uma competição muito boa. Conheço o Tabárez (Oscar, treinador uruguaio), sei de sua forma de trabalhar e de sua qualidade”, elogiou. O técnico ainda citou jogadores de qualidade, como Cavani, Forlán, Suárez e Lugano, além do entrosamento da equipe que joga junto desde 2010.

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