sexta-feira, 24 de maio de 2013

PT e Planalto tentam inviabilizar a minha candidatura, diz Eduardo Campos


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), teria desabafado com aliados sobre a pressão que vem sofrendo para desistir de seu projeto nacional nas eleições de 2014. Em conversa com deputados estaduais, o virtual candidato socialista à Presidência da República disse que está “havendo um esforço incomum” do PT e do governo federal para evitar seu voo nacional. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (24).
“Eu sei que eles vão me jogar na cerca, mas eu vou arrebentá-la”, disse a interlocutores. Nesta quinta-feira (23), o governador foi uma das “estrelas” da 17º Conferência da União Nacional dos Legisladores Estaduais (Unale), realizada no Centro de Convenções. O desabafo teria acontecido em conversas reservadas. Ao longo do dia, deputados participaram de audiências com o governador e fizeram filas para cumprimentá-lo. No encontro, Campos voltou a se apresentar como um possível pré-candidato e soltou, mais uma vez, o bordão “o Brasil pode mais”.A fala do governador surge num contexto de debate interno dentro do PSB sobre a necessidade de sair do governo federal e lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto. Nesta semana, o ex-ministro Ciro Gomes pediu que o partido deixe claro suas pretensões e, com isso, deixe os cargos que ocupa na administração da presidente Dilma Rousseff (PT). Outras lideranças do partido, como os governadores Camilo Capiberibe (AP), Renato Casagrande (ES), se manifestaram publicamente em favor da reeleição de Dilma. Antes, apenas o governador do Ceará, Cid Gomes, declarava que estaria caminhando ao lado dos petistas em 2014.
Para o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), líder do PSB na Câmara e um dos principais defensores da candidatura de Eduardo Campos, as resistências no próprio partido têm o dedo do governo e de gente do PT. “Infelizmente, é uma pressão velada que tem interferido na reflexão de muitos quadros nossos. Pressão sobre projetos, financiamentos, uma série de coisas”, disse o deputado anteontem.
A candidatura de Eduardo Campos representa um risco ao projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Analistas defendem que o projeto nacional do PSB terá força, principalmente, na região Nordeste. Isto poderia levar o pleito ao segundo turno, favorecendo, sobretudo, a campanha do senador Aécio Neves, como acreditam alguns tucanos, como o deputado federal Sérgio Guerra, que deixou recentemente a presidência nacional da legenda.

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