terça-feira, 5 de março de 2013

Tabu em jogo: na última vez que venceu um argentino Palmeiras jamais havia sido rebaixado


Palmeiras desafia tabu de 13 anos diante do Tigre na LibertadoresO Palmeiras tem um longo tabu pela frente diante do Tigre, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores: o Alviverde não vence um time argentino há 12 anos.

A última vitória contra uma equipe do país de maior rivalidade com o futebol brasileiro foi conquistada quando o Palmeiras, que neste ano disputará a Série B do campeonato nacional, sequer havia sido rebaixado pela primeira vez, o que aconteceu em 2002.

Em 2000, na fase de grupos da extinta Copa Mercosul, o time então treinado pelo técnico Marco Aurélio venceu o Independiente duas vezes na fase de grupos, por 2 a 1, em Avellaneda e por 2 a 0, em São Paulo.

Desde então foram oito partidas, seis empates e duas derrotas entre duelos da Mercoul, da Sul-Americana e da Libertadores.

No torneio no qual o Palmeiras enfrenta o Tigre, aliás, o jejum é ainda maior. A última vitória aconteceu na campanha do título, nas semifinais, em 1999, contra o River Plate: 3 a 0, em São Paulo, com atuação memorável do meia Alex. 

"Tem que estar acostumado. Eu já disputei uma Libertadores, em 2008 e agora é minha segunda. O jogo é dentro de campo. A gente tem que procurar sempre passar dicas, mas a maioria do grupo já disputou a Libertadores e passou por outras situações", diz o meia Wesley, jogador do Santos em 2008.

Apesar do mau desempenho palmeirense no primeiro jogo fora de casa nesta Libertadores, quarta passada, contra o Libertad, no Paraguai - derrota por 2 a 0 -, o goleiro Fernando Prass acredita que o time pode se sair melhor na Argentina. 

"Vem acontecendo situações novas com a gente e estamos conseguindo crescer e evoluir. Nesse ano tinha o grupo reduzido, chegaram novos jogadores, e tivemos uma melhora técnica. Agora precisamos lapidar isso. Vem sendo uma tônica, estamos evoluindo a cada jogo."

Prass espera enfrentar um ambiente hostil contra o Tigre, mas não acredita que possa haver represálias contra os brasileiros pelo episódio da agressão aos jogadores do time argentino no intervalo da decisão da Sul-Americana, no final do ano passado, contra o São Paulo, no Morumbi. 

"O que separa a torcida do campo é só o alambrado, e são torcedores que participam muito do jogo. Mas não podemos julgar o time do Tigre pelo que aconteceu contra o São Paulo. A gente não estava lá, não sei o que aconteceu. O Libertad mesmo foi jogar lá e disse que teve muita pressão, mas fora de campo foi tudo tranquilo."

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