sábado, 23 de março de 2013

Inquérito de incêndio na boate Kiss indicia criminalmente 16 pessoas

Na tragédia que ocorreu no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, 241 pessoas morreram e 623 ficaram feridas. Foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Na tragédia que ocorreu no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, 241 pessoas morreram e 623 ficaram feridas. 


Polícia Civil do Rio Grande do Sul apresentou 35 responsáveis pelo incêndio na boate Kiss. No total, 16 pessoas serão indiciadas criminalmente, sendo que 35 serão indicativos de responsabilização. Além dessas, outras nove serão indiciadas por improbidade administrativa.

Por homicídio eventual (241 vezes), com qualificadora de asfixia, e por homicídio tentado (623 vezes), serão indiciados o cantor e o produtor da banda Gurizada Fandangueira, os dois sócios e o gerente da boate, além da mãe e da irmã de Kiko Spohr.

Dois bombeiros vistoriadores também serão indiciados por homicídio doloso e por dolo eventual. Eles teriam falhado em apontar as irregularidades durante vistoria na boate.

Por homicídio culposo, serão indiciados o secretário de Mobilidade Urbana, secretário de Meio Ambiente, chefe de fiscalização e secretário que emitiu alvará de funcionamento da Kiss.

O comandante regional do Corpo de Bombeiros de Santa Maria, coronel Moisés Fuchs, também deve ser investigado pela Justiça por improbidade administrativa. Assim como o prefeito Cezar Schirme, que também responderá por homicídio culposo. Os bombeiros que assinaram a liberação do alvará de funcionamento da boate Kiss também serão indiciados.

No total, o inquérito tem 13 mil páginas, 52 volumes e mais de 800 depoimentos. Na tragédia, 241 pessoas morreram e 623 ficaram feridas. As investigações apontaram que 100% dos óbitos ocorreram por causa de asfixia.


Nenhum comentário:

Postar um comentário